Notícia
Disc’over Lisboa conquistou o segundo lugar no Goza Zaragoza 5.0, torneio de ultimate frisbee realizado em Saragoça. A formação contou com quatro atletas do Ultimate Sevilla — María, Karol, Mike e Juan Pablo — que se juntaram aos jogadores do Disc’over Lisboa numa competição que reuniu equipas de Portugal e Espanha.
Para além do resultado desportivo, a experiência permitiu ainda reforçar os laços entre as comunidades da modalidade em Portugal e Espanha, demonstrando a importância da cooperação entre clubes para o desenvolvimento e promoção do ultimate frisbee na Península Ibérica.
Fizemos ainda algumas perguntas a Pedro Pascoal, treinador de Disc’Over sobre a experiência da sua equipa em Goza Zaragoza.
Como foi a experiência de participar no Goza Zaragoza e o que significa o 2º lugar que levam para casa?
Encontramos exatamente o que procurávamos, que era jogar contra equipas fortes que nos dessem boa luta e nos fizessem de alguma forma crescer. O segundo lugar acaba por refletir que ainda há trabalho a fazer, mas sem dúvida muito positivo e foi de encontro às nossas expectativas.
Como avaliam a prestação da equipa ao longo do torneio? Houve algum jogo ou momento que considerem particularmente marcante?
A equipa respondeu muito bem ao longo de todo o torneio, conseguimos conectar rapidamente com os nossos reforços de Sevilha e mostrámos grande superioridade na fase de grupos. Infelizmente quando chegámos à semifinal ficámos reduzidos a apenas 4 meninas devido a lesões devido ao imenso calor, e talvez isso nos tenha custado depois a final. Um momento marcante foi contra uma equipa na fase de grupos que foi para o intervalo a perder 8:3 e quase que davam a volta ao marcador. Este momento foi particularmente marcante porque fez a equipa perceber que não existem jogos ganhos e que só devemos tirar o pé do acelerador após o ponto final.
Depois desta experiência, que aprendizagens levam para o resto da época e que objetivos ficam para a equipa daqui para a frente?
A Relva é sem dúvida onde nos sentimos bem, e onde queremos fazer a diferença. Vamos continuar a trabalhar e fortalecer os nosso laços com Espanha que mostraram também ter muito interesse em evoluir a modalidade e chegar mais longe.
O que é que um torneio internacional como este acrescenta à experiência de um atleta de Ultimate?
Particularmente para os mais novos no desporto, poder competir lá fora tem sempre a mais valia de mostrar que há muito mais neste desporto do que o que se vê em Portugal, ter contacto com equipas diferentes, com abordagens de jogo diferentes só tem pontos positivos, dando uma motivação extra para continuar a trabalhar e chegar mais longe.
Como foi adaptar-se a adversários que não conheciam e a estilos de jogo diferentes dos que encontram em Portugal?
Disc’Over tentou sempre enfrentar todos os adversários com intensidade forte que nos caracteriza, isso trouxe-nos inícios de jogos bastante favoráveis com alguns breaks dos quais muitas equipas já não conseguiram recuperar. Nas semifinais e final, foi quando encontrámos equipas de nível semelhante ao nosso e o ajuste foi crucial para conseguirmos manter o jogo equilibrado, mas de modo geral, o nosso jogo enquadrou facilmente no estilo de jogo espanhol.
Que memória trazem do Goza Zaragoza para quando olharem para esta época daqui a alguns anos?
Sem dúvida que as melhores memórias foram os momentos de team building que fizemos. Numa nota menos positiva, uma memória que com certeza também ficará foi o facto de termos jogado 2 jogos no pico do calor, com 40ºC em campo sintético. Não recomendo.

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